segunda-feira, 20 de março de 2017

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Aprender a gostar de filosofia através dum romance, muito bem escrito, directamente para um público alvo com metade da minha idade ou menos, mas que a todos cativa.
Pelo menos a mim, para quem gosta de filosofia e não só.


SINOPSE
O Mundo de Sofia é um desses inexplicáveis sucessos que têm gerado uma contagiante adesão por parte dos leitores, entre os quais se contam muitos jovens. Mas não só. Tornou-se de imediato um bestseller em muitos países: está traduzido em mais de cinquenta línguas. Esta intrigante aventura filosófica, que põe em cena um professor de filosofia e uma jovem de catorze anos, percorre a história do pensamento ocidental, sem excluir alguns dos seus mitos e lendas e fazendo breves incursões pelas filosofias orientais. O tema central está estreitamente ligado à construção do universo romanesco que se duplica misteriosamente pela intervenção de outros dois personagens, apresentando-se ele próprio como um enigma. As misteriosas interrogações dirigidas a Sofia: «Quem és tu?» e «De onde vem o mundo?» são aqui emblemáticas da atitude de espanto de alguém, como Gaarder, para quem a existência é um coelho branco que o ilusionista tira ludicamente da cartola.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Lisboa



Lisboa

Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores... 
À força de diferente, isto é monótono. 
Como à força de sentir, fico só a pensar. 

Se, de noite, deitado mas desperto, 
Na lucidez inútil de não poder dormir, 
Quero imaginar qualquer coisa 
E surge sempre outra (porque há sono, 
E, porque há sono, um bocado de sonho), 
Quero alongar a vista com que imagino 
Por grandes palmares fantásticos, 
Mas não vejo mais, 
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras, 
Que Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa. 
A força de monótono, é diferente. 
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo. 

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo, 
Lisboa com suas casas 
De várias cores. 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

As bacantes



Paradigmas, paradoxos, antíteses, moralismo, tragédia e afins, não sei se prefira as amazonas ou as bacantes... ao longe.

Primeiro estranha-se e muito, depois entranha-se e não sai.

Os trolls



Calma, é só os trolls do filme, apesar deles andarem por aí...

sábado, 11 de fevereiro de 2017

E tu Misha, que vês da tua janela?


Da janela do meu portátil, o 6 nações, a ver um sol lindíssimo em Roma no Stadio Olimpico, esperando que a Itália aguente 65/70 minutos como fez, contra Gales e perder no final, jogar como nunca e perder como sempre e no final, uma colher de pau, british humor.

Trump BB+

A agência de notação financeira Fitch, considera "a materialização de tais riscos definiria um contexto desfavorável para o crescimento económico, colocando pressão sobre as finanças públicas" numa análise publicada na sexta-feira, ou seja (a administração) Trump é lixo, já não é só Portugal, obrigado por esta noticia Fitch.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

América primeiro

Pegando no slogan sobejamente conhecido do Presidente dos EUA, "The America first", já agora "god bless America", mesmo, pois precisam, os comediantes de vários países da UE tentam fazer chalaças com as proverbiais frases de duas vá 3 palavras do presidente e é rir, melhor ver e rir nalguns casos, são poucos os países que aderiram e alguns têm graça outros nem tanto, Portugal já tem o seu, Lituânia, Bélgica, Suiça, por aí.
É ver aqui

Palavras para quê?

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Sem fazer recurso de balões, só com os seus desenhos consegue perfeitamente ilustrar o que pretende, seja com um até seis tiras, transmite e fez-me rir bastante, um livro por noite, conhecido especialmente pela revista Mad.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Tuga Hygge ou lá o que isso é

Inspirado aqui

Levantar com as galinhas e ir buscar acabado de fazer pão da Lagoinha, na Lagoinha, apanhar laranjas e fazer sumo fresco com elas, apanhar uma rosa antes de entrar em casa e colocá-la na mesa e fazer o pequeno-almoço para dois, apanhar ameixas para o jantar, visitar o Castelo de Palmela ad infinitum, visitar tantos outros tanto consegui, fazer tertúlias com os amigos naquelas garagens até o sol raiar e achar que já é hora e na Figueirinha também, fazer de Epicuro tanto quanto possível com o Alentejo como eleição, e capitais Europeias tanto quanto possível, conduzir um Fiat Uno 55s para as férias de verão com amigos para o Algarve e para as passagens de ano, tantas histórias, beber um vinho tinto que goste acompanhado com pão e queijo da Cachopas, ou só o vinho também serve, sozinho ou acompanhado, ter orgulho no trabalho produzido e realizado e "sacar" aquela ideia - tendo temporariamente perdido essa faculdade, só esporadicamente - ser afagado na barriga por um gato muitas noites enquanto estava ao computador ou lia um livro, vir para a rua sempre que quisesse e ficar até hoje incrustado com o cheiro a eucalipto, podia percorrer aquelas ruas de olhos fechados que saberia onde estava...

Não podia querer menos, podendo ter mais